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La Vie En Rose

LifeStyle Blog | Por Raquel Teixeira

27
Mai15

My Book#1 | Comer, Orar e Amar


Gosto imenso de ler, tem fases é verdade, mas sempre queestou na fase de ler, devoro em pouco tempo pelo menos uns dois ou três livros!Lembro-me de ser mais nova e a minha mãe ralhar comigo pois eu estava sempre apedir-lhe que me comprasse um livro novo por cada vez que íamos a umsupermercado (aqueles do tipo Modelo/Continente onde a escolha de livros paracrianças até não é assim tão reduzida). Eu não lia autores conceituados, nãovou fingir que era uma criança mega intelectual que lia Fernando Pessoa, UmbertoEco ou até mesmo Kafka…Eu lia livros infanto-juvenis, completamente normais, dogénero “Uma Aventura” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Os Cinco” de EnidBlyton e também alguns do tipo “Quatro amigas e um par de calças” de Ann Brashares, "4 Loiras" de Candace Bushnelletc, etc.

Confesso que sou do tipo de pessoa que quando não tem umlivro em mente, escolhe de acordo com a capa! Desculpem-me se feri o vosso intelecto mas uma coisa não podem negar-me, uma capa apelativa capta de imediato a atenção, isso não significaque o livro seja bom mas pelo menos podemos dar-lhe uma oportunidade e tentar perceberse tem potencial ou não! Para além da capa o que me cativa mais num livro é serem formato “Pocket”! Adoro livrospequenos que possa colocar na mala e ler um bocadinho enquanto estou numaqualquer fila de espera ou à espera de alguém no carro! A editora que tem os livros de bolso de que mais gosto é mesmo a 11x17 e os livros medem isso mesmo 11 cm largura por 17 cm de altura o tamanho ideal para andar na mala!!!

A minha última escolha foi o “Comer, Orar e Amar” de ElizabethGilbert e confesso que demorei uns dois anos até comprar este livro (não, nãofoi pelo preço!). Eu vi o filme sensivelmente duas ou três vezes (digo sensivelmentepois devo ter adormecido em algumas delas) e não gostei assim muito… não sei,achei que não tinha muito sentido, não era aquela história espetacular quealgumas pessoas contavam mas, o livro, esse sim captava-me a atenção.Branquinho, com letras em relevo, formato pocket da editora 11x17 e apenas 10€…talvez até fosse bom mas…se o filme não o era…decidi comprá-lo namesma! Posso dizer-vos que A-D-O-R-E-I! É completamente diferente daquilo quese passa no filme pois na minha cabeça as imagens surgiram de forma diferente,não era a Julia Roberts aprotagonista, era uma qualquer outra mulher que eu decidi criar na minha própriaimaginação! (não tenho nada contra a queridíssima  Júlia, sim?)


Nesta história verídica, Liza protagonista, conta-nos, na primeira pessoa, todo o seu percurso desde quecomeçou a questionar a sua realidade, aquilo que supostamente deveria quererpara si, aquilo que os outros queriam para si, o quão feliz era suposto ser e afelicidade que não conseguia sentir. Em certo ponto Liz decide terminar com o seu casamento, entra em depressão edepois de muito batalhar decide partir em busca de si própria, numa viagem de autodescobertaem busca pela ligação ao divino, de si própria e do mundo. A escritora começacom uma viagem por Roma, Itália, que me deixou completamente louca de vontadede viajar até lá e comer em todos os locais onde ela comeu, pedir as mesmas pizzas, as mesmas massas e até comprarespargos no mercado logo pela manhã! Eu quero ir às mesmas fontes que elavisitou, atirar para lá uma moeda, fazer figas e pedir um desejo (ou entãoatirar um saco de moedas e pedir uns 20 desejos, ahahah). Não sei explicar ofascínio por aquilo capítulo mas… adorei o facto de nos ir ensinando algumas frasesem italiano e da forma como nos explicava a cidade (que não tem qualquer conotaçãoarquitetónica ou histórica pois ela não percebia nada do assunto e nem estavalá para isso, ela estava mesmo em Itália para comer!). Depois de uns largosmeses por Itália, Liz segue para a Índia onde faz um retiro espiritual e confesso, essa parte foi um pouco mais“seca” apesar de que nos transmite e nos eleva a uma serenidade imensa, aocontrário da excitação e da gula retratada em Itália. Gostei de algumas partesonde nos mostra a dedicação fervorosa que algumas pessoas têm à meditação e ao Yoga e a descrição do pequeno Ashram onde esteve durante aqueleperíodo. 


Já na Indonésia, voltou o entusiamo e a curiosidade pelas históriascom o Ketut Liyer que Liz descreve daseguinte forma: “- São três da tarde eestou sentada ao lado de um velhinho de olhos alegres, pele dourada e a bocaquase sem dentes”. Ahahaha Adoro! Apenas para fazer a introdução, o Sr. Ketut é um curandeiro indonésio de nonageração que raramente sai do seu alpendre, mais precisamente do seu tapete de bambo (a não ser para a cerimónias importantes ou quando é convidado para fazer casamentos ou rituais). Neste capítulo Liz retrata factos da cultura daquele povomuito curiosos tais como o a variedade de nomes ser muito reduzida, pois aordem dos filhos é que dá origem ao seu nome. O primeiro filho ou filha chama-seWayan, o segundo(a) Madê, o terceiro(a) Nyoman e o quarto(a) Ketut.Se um quinto filho aparecer, recomeça a contagem, por exemplo, Wayan II e assim sucessivamente (as elites de castas mais elevada têm a sua própria seleção de nomes) . Em Bali,Liz viveu uma história mais fofinha,de amor e solidariedade onde ajudou, Wayne, uma Balinesa que se separou do marido eque estava a criar, sozinha, a sua filha biológica e ainda duas meninasórfãs, a ter a sua casa e a sua própria loja/restaurante (com algumasperipécias pelo meio claro!).


Adorei mesmo o livro, e definitivamente não irei julgar oslivros pelos seus filmes nunca mais (talvez mais uma ou duas vezes, vá! ahaha).Aconselho a quem quiser uma leitura rápida, fácil e positiva a ler este livropois é pequenino e ótimo para quaisquer 5 minutinhos de pausa!

E vocês o que estão a ler neste momento? Qual foi o últimolivro que vos surpreendeu pela positiva? O que nos aconselham? Partilhemconnosco a vossa opinião através das nas redes sociais do blog, Facebook e Instagram e não esqueçam de utilizar o hashtag #blogaddictedto



Boas leituras!
(imagem do Ketut retirada do Pinterest)